27.1.08

Ps: ouçam essa música com chico + nara leão

João e Maria
Chico Buarque

Composição: Chico Buarque/ Sivuca



















Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões, os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque e ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei a gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião, o seu bicho preferido
Vem, me dê a mão, a gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

19.1.08

Aiaiai, o Thiagão vai ler meu blog!

16.1.08

Amanheceu um dia e o cheiro de enxofre ficou pior, olhou no espelho e viu sua pele escura, cheia de rugas e uma expressão que quase não mais reconhecia, seus cabelos estavam sem vida, os fios brancos se destacavam e já não tinha mais como dar jeito, os olhos dela cairam e sua expressão que antes carregavam brilho, agora só carregava tristeza.
A partir daquele dia sabia que ia diferente, onde antes via beleza, o feio tomou conta, onde antes tinha esperança, sentia cada vez mais dureza, a vida se tornaria um martírio, um saco pesado carregado de lembranças e de vontades desfeitas.
Começou a olhar seu corpo sentindo cada pedaço, sua pele não era mais a mesma, seu tônus se havia perdido e onde, antes, era motivo de orgulho, agora não sabia mais como esconder.
Aquele impulso, aquela vontade, até o desequilíbrio. A voracidade, a inquietude, o desatino enlouquecido, agora era substituído pela calma, mas não uma calma plena, mas sim uma calma sem vida, opaca, quase que totalmente equilibrada numa corda solta no ar, sem base de apoio, sem porto, sem segurança nenhuma.
Via-se sem chão, completamente perdida no tempo que havia chegado, sem conseguir mais estabelcer vínculo com aquele tempo que já tinha ido, era o tempo passando rápido demais, as coisas perdiam a importância e ganhavam um peso que ela já não tinha mais forças pra carregar.
Via-se no chão, inerte, enraizada, com um acúmulo enorme de anos, no corpo, na cara,nos pés, nas mãos, na cabeça, na expressão, na forma de enxengar a vida.
Sem saber como botar isso pra fora resolveu entrar pra dentro, encontrou o portão fechado e a chave nãoa tava no lugar que sempre constumava guardar.
Lembrou que num certo dia numa tentativa embreagada de dar uma espiada ali dentro, entrou e saiu rapidinho, cheia de medo, esqueceu a chave perto do fígado, trancou o portão e saiu correndo.
Precisava pensar no que fazer agora pra tentar entrar lá novamente.

11.1.08

De onde vem a música?
O som
O verso
A onda
O clima
A letra
O ritmo
A fala
A palavra
Dita
Do suspiro
Da reação
Do movimento
Da dança
Dos versos
Mágicos
Tristes
Sinistros
Alegres
Perversos
Subversivos
Românticos
Que vão além
Que entram na alma
Que encantam
Que preenchem
Que movimentam
Que permanecem
Que bailam
Que cantam.

10.1.08

Hoje, ainda não fui na ginástica...
Tô ainda martelando se vou ou não vou
Se vou agora ou mais tarde
Se vou correr, andar ou pedalar
Se faço isso no parque ou naquela sala fechada

O ano começou e com ele veio
tudo o que resolvemos
Fazer,
Não fazer,
Tentar fazer,
Desfazer.

Continuo pensando
Se vou ou não vou na ginástica...

Feliz ano novo a todos!!!