30.7.07

Tava a um tempo pra postar esse cartaz, mas tava meio "broqueada".
Esse filme me pegou de um tanto!

Atitude:

posição,
jeito do corpo;
propósito;
significação de um propósito;
forma de procedimento.
Hello!
Tem gente que não tem muita noção, ou sou eu que sou muito tolinha??
Sabe que as vezes me sinto um verme parasita virando uma geleca e fundindo com a pessoa que está do meu lado?

Atitude, Rafaella,
ATITUDE!

15.7.07

Eu gosto do meu blog.

Eu não entendo uma palavra em japonês.
Que aflição!
Esquisito:

raro;
que não é comum;
singular;
extravagante;
excêntrico;
maníaco;
apurado;
exímio;
elegante.
Sabe, pode parecer, como me parece, muito esquisito
Porque começo a observar toda essa transição
Reler e enxergar, sob o milésimo ponto de vista, minha história,
aquela história
Fico triste e também feliz
Me surpreendo!
Incrível me observar e ver que sinto assim
Depois que entrou na minha corrente sanguínea, consigo sentir tudo e mais do que certamente imagina
Vezes não sinto nada e a sensação do vazio me provoca muito pânico.
Tenho que entender que foi assim..., o trem passou e eu não peguei
Longe de ser um discurso conformista e derrotado
Pra mim soa como um dos discursos mais maduros que já consegui discorrer.
O trem passou e eu não peguei porque não quis.

Todo o amor que havia nessa vida
Acabou por se transformar em nenhum trocado pra dar garantia.
infeliZmente
alguém me ensinou a escrever,
infeliZmente
CALA A BOCAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!

8.7.07

Sophia era o nome dela
Tinha bastante pra falar, mas as vezes esquecia
Em alguns momentos a cabeça fervia
Turbilhão de neurônios desconexos
Tentando se conectar

Não dava tempo
Era possível ela acordar falando
Depois de algum tempo,
Vazia

Combinação de palavras
Sintaxe
Orações

Hora tudo tão fácil,
Fluído
Minutos depois,
Desprovido.
Certa noite, Sophia, num desses rompantes de pensamentos indefinidos, acordou e resolveu começar a escrever. Ela tinha uma fome, uma fúria, tinha sede, sede de escrita, de palavras, de formar frases, orações.

Precisava esvaziar aquilo tudo que guardava, não podia mais perder TEMPO.
Se não colocasse pra fora, morreria.
Ali, naquele momento, Sophia escreveria.
Tudo que lhe vinha a cabeça, grandes histórias, pensamentos, meditações, palavras ao vento.
Precisava transformar mais, mais do que nunca, aquilo que a consumia.

Era como um vômito contínuo, interminável e corrido.

Tinha idéias demais, as vezes de menos, não conseguia esgotar, pois se parava de pensar, sua mão pedia a prosa, se parava e escrever sua cabeça cantava poesia. Seu corpo começara a transcender e a se transformar em escrita, sem parar de digitar, um calor na sua alma um suor que expelia.

O calor era grande, sensação de caldeirão, ebulição derretimento.

Quanto mais esvaziava cuspindo palavras, mais seu corpo se preenchia e cada vez mais alimento sua alma produzia.
Era um sentimento nutrido, acrescido de prazer absoluto.

Tão absoluto que sua cabeça virou letra, sua mão virou palavra, o seu corpo, frase e sua alma, sintaxe.

Plena Sophia se sentia.